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16 fevereiro de 2013

Um mundo inventado – Necessidades x vontades no mundo dos casamentos

Durante a fase dos preparativos é quase impossível perceber o que esta acontecendo, mas depois de casada, quando paramos para pensar e avaliamos tudo o que aconteceu, os erros e acertos durante os preparativos do casamento, muita gente se pega pensando em coisas que poderiam ter feito diferente ou que fez mas que foram totalmente desnecessárias (e que sem elas, poderia ter economizado um dinheirão). E é justamente sobre isto o post de hoje: Sabia que muita coisa é inventada, criada, vendida para fazer você, noiva, gastar mais dinheiro?  Quem não tem experiência não consegue perceber a que a oferta vem disfarçada de necessidade e muitas vezes a gente acaba caindo no conto do vigário e acreditando em coisas que não fazem o menor sentido, mas que no momento da emoção, dos sentimentos a flor da pele, da construção de um sonho, fazem a pessoa decidir com o coração e não com a razão, e quando você se dá conta, já gastou muito mais do que queria (ou que podia) gastar, ou pior, cria uma idealização do que seria um casamento perfeito e se frustra por não conseguir encaixar na sua realidade tudo o que um casamento perfeito teria, e passa a ‘apequenar’ as coisas do seu próprio casamento, trazendo só angustia, brigas, a conta no vermelho… Cuidado! Nem sempre o que reluz é ouro, e você pode estar deslumbrada demais com os casamentos que vê por ai, esquecendo de  cuidar do seu.

Geralmente o noivo é quem dá os primeiro sinais das coisas que são necessidade x vontade, porque ele não esta tão emocionalmente envolvido como nós, noivas:  eles não lêem revistas, blogs e sites de casamentos, não conversam com amigos sobre decoração, vestidos de noiva, maquiagem perfeita, brilhante da Tiffany (talvez ele vai achar que Tiffany é uma amiga com nome engraçado)  e tudo o mais que sonhamos e idealizamos para o nosso casamento. Salvo raras exceções, a construção do dia perfeito é toda da noiva e é gerada por expectativas que construímos por muitos anos e por isso é difícil abrir mão delas bem na hora que a sua vez esta chegando…eu sei, poxa, fui noiva e vivenciei isso de verdade, mas a única coisa que várias ofertas diferentes dos mais variados fornecedores me trouxeram foi uma frustração danada e vontade de ter o que eu não podia ter…

Quando agendava visitas a fornecedores (Buffet por exemplo) me lembro muito bem da atendente me apresentar alguns opções (principalmente de detalhes da decoração) dizendo que aquilo ‘tinha que ter’ no casamento senão…Tinha que ter por que?? Se não tivesse o que iria acontecer?? Uma maldição iria cair sobre nós no dia do casamento?  Meu vestido iria rasgar, o noivo sumir? Hahaha! Algumas coisas eram tão obvias que até me faziam rir…(no meu caso eram a quantidade de flores por arranjo…eu não sabia nem que eles contavam o numero de rosas que iria em cada arranjo!) mas confesso que este foi um dos poucos momentos em que percebi que estava sendo manipulada, que estavam se aproveitando da minha condição de noiva. Aliás, é só fazer um orçamento e dizer que é noiva e pronto: você corre o risco de pagar mais caro num serviço ou produto que você pagaria menos se dissesse que não era para uma ocasião especial, como um casamento.

Estou afirmando que todos os fornecedores agem desta forma e que tudo não passa de exploração e engano? Definitivamente não. Tem argumentos muito válidos por parte dos fornecedores, verdadeiros conselhos de quem entende do assunto e que já realizou inúmeros eventos e tem experiência para te dizer que uma coisa é necessária ou opcional. Mas ai que esta o ponto-chave: você precisa conhecer, confiar nesta pessoa e em seus serviços, por isso que a maioria das empresas conseguem seus clientes no mundo dos casamentos através de indicações: seja de um cerimonial, fotógrafo, estilista…  Reconheço um bom profissional pela qualidade do que ele oferece (seja um produto ou serviço)  e também pela honestidade com que trata o assunto casamento, explicando e a apresentando a você todas as opções possíveis e não induzindo a pessoa a decidir pelo mais caro ou o que o favoreça de alguma forma.

Quando eu mostro casamentos lindos aqui no blog, com vestidos dos sonhos, decorações impecáveis, topos de bolos diferentes, ensaios fotográficos criativos e tudo o mais que você já viu (e que ainda vai ver) aqui tem como propósito compartilhar as ideias dos casamentos reais, brasileiros, os possíveis de realizar. A intenção é trazer referencias, ideias novas, diferentes, para que sirvam de inspiração, mas é você, somente você que pode decidir entre suas necessidade ou vontades, e não se deixar enganar por vendedores ardilosos, pelas ofertas tentadoras, facilidade de comprar tudo parcelado, ou pelos apelos de consumo que estão por toda parte. Aliás, isto serve para tudo, e não somente para os preparativos do casamento, não é mesmo?

ps: para quem chegou ate aqui, eu confesso que paguei mais caro num chinelo de noiva (com strass) que nem usei no dia (porque esqueceram no carro e não tinha como pegar) mas que fui esperta e fiz as unhas um dia antes com uma profissional bacana sem dizer que era noiva, e paguei preço normal pelo serviço (que para noivas sei que ela cobrava o dobro!)  =)

E você, teve alguma experiência destas para nos contar?


17 março de 2012

Meu, Seu, Nosso!

Como lidar com a questão do dinheiro na vida a dois?

É gente, questão delicada de tocar, mas é muito melhor lidar com ela logo de cara do que ficar se queixando depois que as coisas não estão indo tão bem em relação a divisão das contas, dívidas, financiamento da casa, diferenças nos planos de investir, poupar, gastar…
Cada um de nós desenvolveu um modo de lidar com dinheiro. Uns gostam de poupar, outros não fazem a menor questão, uns não ligam para o dinheiro, já outros contam moedinhas e exigem seu troco mesmo que seja de 1 centavo, enfim, quando a gente cresce e começa a realmente ganhar dinheiro, já começamos também a demonstrar a forma como lidamos com ele individualmente, mas tudo muda quando passamos a viver a dois. Será?

Quando nos casamos, precisamos entender direitinho como vamos lidar com a questão: O que é meu, o que é seu ou ainda, o que é nosso.
E não tem outro remédio para isso do que o diálogo. Principalmente se o estilo de cada um for completamente diferente ao lidar com as finanças. Imaginem a dor de cabeça (principalmente a longo prazo) que pode gerar entre um casal em que  um faz o estilo ‘gastador’ e o outro o ‘mão de vaca’ ? Decisões simples do dia a dia como comprar um chuveiro mais caro ou um modelo simples podem se tornar o princípio de uma guerra doméstica, imaginem questões relevantes como a compra da casa dos sonhos ou até de abrir um próprio negócio? Duvida? Pode perguntar para casais que vivem juntos ha algum tempo se a questão do dinheiro não é delicada…Certamente você ouvirá um xiiiiiiiii….
E não adianta dizer que não sabia que ele (ou ela) era assim, pois mesmo na fase do namoro a gente consegue identificar direitinho qual o estilo pessoal do outro lidar com o dinheiro. Você pode observar o comportamento desde a hora das ‘vaquinhas’ para fazer uma festa, até as escolhas como roupas, lugares que frequenta, passeios que já fez…E não estou falando aqui de posses ou nível social não…Estou falando de organização financeira, do modo como você ou o outro lida com o dinheiro no dia de hoje e como pensa nele em relação ao futuro, previdência, investimentos, dívidas, e muitas outras coisas chatas, mas imprescindíveis para que sua vida financeira seja tão bem-sucedida quanto a amorosa (afinal, se vocês se casaram ou vão se casar, esta última parte pelo menos esta ok né?).
A dois é muito mais fácil ir mais longe. O esforço é dobrado, a força de vontade também, e com isso, certamente, vocês conseguirão alcançar tudo o que desejam com muito mais facilidade do que se tentassem sozinhos. Basta querer, dialogar e agir! Tracem os planos do casal, e também os planos individuais (se você quer fazer um curso de artesanato, tem que entender que ele possa querer pagar mais num joguinho de vídeo game que você acha totalmente indispensável…e vice-versa…rs).
Depois que traçarem os planos, estabeleçam prioridades e objetivos de tempo para alcança-los, e passem de comum acordo, a destinar parte do que ganham para alcançar este objetivo, sem esquecer da economia doméstica, afinal, água e luz, comida e demais gastos da casa são despesas que terão sempre.
Difícil? É sim, principalmente se não houver disciplina, mas não tanto, eu garanto.
E se me permitem dar um conselho de como lidar com esta questão na vida a dois, eu recomendo que experimente a partilha igualitária das despesas da casa. Depois, da contribuição também igualitária para os planos em comum que vocês traçaram (a casa própria por exemplo), e por último, verificar se isto permitirá que cada um tenha a sua independência financeira, afinal, alguém ficar palpitando porque você comprou mais um sapato é um saco não é? Se um ganhar mais do que o outro, basta que façam a divisão de modo proporcional, e que tenham certeza que ambas as partes estão confortáveis com isso. Assim, vocês já começam a vida organizados e com independência também.

Bem, há muito, mas muito mais para se falar sobre este assunto, tanto que existem programas, apostilas, cursos e diversos especialistas estudando este tema, que é gerador de conflitos para muitos casais, mas o intuito aqui hoje é trazer o assunto à tona para que você começa a pensar, como casal, nas atitudes que transformarão o ‘seu’ e o ‘meu’ em um próspero ‘Nosso’.

Espero que seja útil, se se gostou, deixe um recadinho aqui  =)

Resuminho para facilitar…
1- Defina planos (a curto e a longo prazo) que sejam comuns ao casal (como a compra da casa própria);
2- Depois, tracem os planos individuais que cada um deseja alcançar;
3- Definam as prioridades e estabeleçam prazos para que os planos se cumpram;
4-  Decidam como cada um irá contribuir de forma que no mês, consigam manter a independência financeira, para a saúde do próprio relacionamento;
5- E sempre faça ‘ajustes’ no que foi combinado, afinal, imprevistos como a perda do emprego ou uma doença podem surgir e vocês precisarão se adaptar.


6 fevereiro de 2012

Mudar para melhor

Sábado a tarde, depois de cumprir diversas tarefas do dia, era chegada a hora de descansar. Comecei a ler algumas revistas há muito esquecidas num canto da sala, e me deparo com uma matéria que tocava bem no assunto que me angustia há algum tempo: a falta de tempo.

O texto trazia a historia de leitores que se sentiam sufocados, que tinham a sensação de não dar mais conta de nada, de estar perdendo as novidades por não conseguir acompanhar tudo nas redes sociais e outras fontes de notícias, de viverem duas vidas: a real e a virtual.
Falavam também que psicólogos já se preparam para tratar pessoas com a síndrome do “Tudo agora e ao mesmo tempo”. Parece bem moderninho e cool ser assim, mas na prática, pode te deixar angustiado e perdido, e em muitos casos, doente.
A matéria (e um trecho do post da Melina que li semana passada) parecem que caíram como uma luva para mim, que me peguei angustiada por não estar com a leitura em dia, com meus projetos profissionais no prazo, e com um atraso enorme nas postagens do blog e respostas a emails que recebo.
Lendo sobre o assunto, paro para pensar e tento me convencer de que não é porque outros conseguem criar posts diariamente, e passam o dia todo curtindo e comentando coisas legais alheias, que eu deva ser e fazer igual. É claro que isto representa mais interação com o público e exposição para o blog,  mais seguidores, mais comentários… Eu sei! E adoraria mesmo fazer isso também, mas tenho que aprender a ficar com o essencial, com o que realmente vai me trazer alegria, e não angustia.
É por isso que você não verá postagens frenéticas aqui…Mas em contrapartida, tudo o que vier a ler, será de qualidade, pensando e criado com muito carinho e dedicação, e sem nenhuma dose de estresse e agonia de quem os escreve…rs
O mesmo vale para as mensagens e emails. Se você me enviou um e ainda não recebeu resposta, pode acreditar que não é má vontade não, de forma alguma. É falta de tempo, correria, e que assim que possível, você vai receber um retorno meu com a resposta à sua pergunta, indicação, um feedback, um convite…
Então é isto gente, definindo prioridades e lidando com o fato de que meu dia não tem mais do que 24 horas é que pretendo fazer do e-Noivas um blog melhor.
Espero que repensem também sua relação com o tempo, e se durante o seu momento de navegar na net, você escolher vir aqui, vou ficar imensamente feliz! Estarei de braços (e blog) abertos pra gente falar do que mais gosta: casamentos!!!
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Ah, mudanças e novidades no blog também estão por vir, e estou trabalhando neste projeto no momento, mas com toda calma e sem nenhuma pressa =)
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 ps: pra quem ficou curiosa, amatéria que estava lendo foi da edição de Dez/Jan 2012 da Revista Sorria
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